La política del balón: João Havelange y el fútbol brasileño (1958 – 1975)
DOI:
https://doi.org/10.20868/mhd.2024.26.5069Palavras-chave:
biografía, fútbol, desarrollismo, Brasil, Memoria.Resumo
Este artículo tiene como objetivo principal el estudio de la biografía y trayectoria de vida de João Havelange (1916-2016), más específicamente durante el período en que fue presidente de la Confederación Brasileña de Deportes (CBD), entre 1958 y 1975. Su liderazgo deportivo en Brasil ha
convivido con sistemas políticos dictatoriales y democráticos, momentos de euforia desarrollista y nacionalista y enfrentamientos de crisis políticas y económicas. A la vez, su biografía está íntimamente entrelazada con los procesos de institucionalización de las prácticas deportivas en el país, que en
muchos momentos llevaron su impronta, pero que principalmente reflejan las luchas políticas que se desarrollaron en aquellos años. A partir del estudio de este período de su biografía, se demuestra cómo se consolidó un modelo de gestión deportiva nacional, marcado por la lógica desarrollista y acorde con el contexto nacional. Este modelo claramente se agotó a partir de 1990 con el proyecto neoliberal. Del mismo modo, partiendo también del debate sobre las múltiples memorias construidas sobre y por las propias élites, esta investigación muestra cómo Havelange representa el auge y agotamiento de un modelo de liderazgo deportivo en Brasil exitoso durante gran parte del siglo XX.
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